Para além de Hollywood: Entrevista com Lúcia Nagib
#29 Edição / cinema / entrevista

Para além de Hollywood: Entrevista com Lúcia Nagib

Para além de Hollywood

entrevista com Lúcia Nagib

 

“Acredito que Herzog se interessou pelo cinema brasileiro exatamente por esse elemento irracional que Glauber, principalmente, cultivou em seus filmes, fazendo-o um componente inerente ao pensamento político. Nisto, ele era herdeiro de Eisenstein que, como os formalistas russos, dava grande importância à realidade interna do objeto mais que da sua aparência.”

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Os 10 mandamentos de Werner Herzog
#29 Edição / cinema

Os 10 mandamentos de Werner Herzog

“Não há técnicas quando se trata da intuição. Não nasci com intuição; eu a fui adquirindo. Eu a fui adquirindo ao experimentar pura vida, a vida em seu estado mais cru. Ao caminhar a pé. Ao cruzar o Saara. Ao estar preso na África uma vez ou duas. Tem a ver com certas coisas fundamentais, elementares, que é preciso experimentar na vida. Ninguém as pode ensinar. E é claro, tem a ver com a poesia. Tem a ver com certo sentido da poesia. É preciso tê-la dentro, de alguma maneira, mas ler ajuda.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA  nº 7
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 7

“Entre dois ventos existe um vácuo. É por ele que desliza o olhar da espada. Esse é o movimento que funda os quipos do cinema, antes dos gênesis das coisas. Dizemos que o cinema existe antes de tudo porque sempre houve um vento entre dois vácuos ou um vácuo entre duas coisas e uma filosofia arcaica generalizada. Entre dois volumes ou dois ventos está o território primordial do olhar, e a noção da tempestade cinematográfica, da mente que vê.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 6
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 6

“Depois que tomei alucinógenos pela primeira vez, eu lembro de ficar chocado como a duração da viagem parecia longa (…). A intensidade e absoluta quantidade de experiência não pareciam poder ter acontecido nas poucas horas que passaram. Eu percebi mais tarde que essa também era a minha experiência de cinema – um meio cujo personagem é o próprio tempo. Cinema como uma jornada que nos carrega com ela.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 4
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 4

“A estranha sistematização da linguagem e da sintaxe que Griffith teve de elaborar, de forma mais ou menos confusa, para poder se expressar, e que foi apenas uma consequência superficial de seu universo específico, introduziu o verme na fruta que, a partir de então, não parou de, literalmente, desvitalizar o cinema. Trata-se da lenta criação de uma retórica, sempre mais refinada e mais cheia de nuances, mas também sempre mais impiedosamente analítica.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 3
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 3

“Fazendo isso, surge essa água e começa a escorrer pela pedra. Naquela oportunidade eu caio no maior pranto, surpreso, “o que é isso?”, me arrepia e eu choro. E eu estou na mata, 20 anos depois, nessa situação que eu estava contando, olhando a floresta de frente e essa imagem lá de trás, da água surgindo da pedra, eu enxergo os matadores dos índios saindo como se fosse um pedaço da floresta se manifestando.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 1
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 1

“Cada plano isolado vale por um filme, é um filme. Foi assim que a história do cinema começou. Lumière: O almoço do bebê é uma cena simples, a mulher e a criança; por trás, as folhas das árvores se movem. Existe um equilíbrio entre os galhos que se movem e a historinha em primeiro plano. Este equilíbrio é o melhor de tudo. Cada parte da imagem vive, independentemente, e isto é bom de ver…” Continue reading »

Jardim Atlântico
#24 Edição / cinema

Jardim Atlântico

“O mais impressionante é a capacidade de Jura Capela em atualizar para o Cinema o que Jorge Luis Borges afirmou na Literatura. ‘Desvario laborioso e empobrecedor o de compor extensos livros; o de espraiar em quinhentas páginas uma ideia cuja perfeita exposição oral cabe em poucos minutos. Melhor procedimento é simular que esses livros já existem e oferecer um resumo, um comentário.'” Texto de Nelson Albuquerque Continue reading »

A jovialidade de um Édipo à francesa
#20 Edição / cinema

A jovialidade de um Édipo à francesa

“A perspectiva crítica de Malle parece destinar-se a uma abordagem do incesto na cultura ocidental como algo que está baseado em uma tentativa de universalizar as asserções do tabu, justificando cientificamente a interdição, bem como demonstrar como a proibição do incesto é um índice de como as sociedades ocidentais estão inteiramente estruturadas por uma série de questões ontológicas que buscam separar a cultura da natureza.” Continue reading »

Leon Hirszman – Cantos de Trabalho
cinema / instantâneos / música

Leon Hirszman – Cantos de Trabalho

Cantos de Trabalho é uma trilogia de Leon Hirszman, formada por Mutirão, Cacau e Cana-de-açúcar, três documentários de curta-metragem que registram as cantorias dos trabalhadores na zona rural do Nordeste. Entre 1974 e 1976, tendo em vista o desaparecimento dessa tradição, Hirszman fez esses registros buscando preservar essa expressão do trabalho coletivo. A voz de Ferreira Gullar em … Continue reading »