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pensamento

Foto: Geovana Jardim, em San-Jean-Pied-de-Port/França. Figurino: Acervo pessoal.
"Já ocupei vários territórios que eu jamais achei que eu ia ocupar. Gosto muito de ter chegado aos cinquenta anos, quase fazendo sessenta agora, daqui dois anos, advogando nessa brechinha cuja pretensão filosófica é encostar a universidade na vida mesma. Botando pensamento arte, pensamento cantado. Produzir pensamento é uma arte. Isso foi a gira nordestina, cantar e encantar os pensamentos, os conceitos. Jogar os conceitos na caixa do peito das pessoas comuns como eu."
Foto de Hiroko Masuike (New York Times)
Esse estado alterado de consciência na apresentação é estimulante e inspirador. A música vem através disso como se eu não tivesse nada mais que fazer além de permitir que ela emerja por meio do meu instrumento e voz. É ainda mais excitante de praticar, quer eu esteja me apresentando ou apenas vivendo minha vida cotidiana.
Panaceia marciana
O presente de natal chegou mais cedo naquele 07 de dezembro de 1972 quando nós humanos pudemos avistar pela primeira vez a imagem cabal da Terra intitulada Blue Marble. Ela não foi a primeiríssima imagem da Terra. Esta aconteceu um ano após o fim da Segunda Guerra, logo depois que os Estados Unidos capturaram os foguetes V-2 (“Vengeance Weapon Two) da Alemanha junto a alguns engenheiros nazistas e os levou – foguetes e engenheiros - para a famosa base desértica do Novo México.
Foto de Vitor Faria
Existe uma questão que antecede todas as outras. Às vezes a sentimos com clareza, nos desafiando; outras vezes só podemos suspeitá-la, abafada pelo alarido de um mundo cada vez mais técnico e informático. É certo que quando falamos em uma questão primeira, que antecede às outras, não é no sentido cronológico; ela não é uma questão que questionamos antes de todas as outras, é a questão que não podemos deixar de questionar em cada questionamento.
Arte Individual
O nome Edith Södergran deve soar estranho para ouvidos brasileiros. É desconhecido em todos os seus sentidos: tanto por não se saber quem é essa Edith como também pela fonética estranha, bizarra e até engraçada desse nome sueco. Edith, vindo do inglês Eadgyth, significa « guerreiro orgulhoso », enquanto Södergran diz, em sueco, « pinheiro do sul ». A pessoa Edith Södergran não é uma sueca típica, mas representa bem o seu nome. Em sentido poético, foi uma guerreira orgulhosa da taiga, pertencente aos pinheiros do sul: sempre buscando alcançar novos horizontes com as suas frases, palavras e imagens.
É possível ser otimista numa pandemia?
Vivemos uma crise global, com um potencial de letalidade semelhante às grandes guerras. O impacto da crise, duplo, econômico e sanitário, expõe de maneira clara as contradições e sensibilidades no nosso modo de vida: a vulnerabilidade dos trabalhadores informais e da gig economy; a demanda por um Estado presente num mundo que rejeita o público e aquilo que é comum; o conflito e a sobreposição entre fato e opinião; nossa relação, tão confusa, com a carne, com os nossos e com a alteridade.
Encarte do CD "O Homem Correndo na Savana"
Não sabemos o que está por trás do som de um paneiro de couro amarrado ao tronco oco de madeira. Sabemos apenas que seu som nos faz estremecer. Portanto não sabemos nada de coisa alguma e a História da música e do Homem ainda não começou. Todos estão à margem da Arte, da história e do conhecimento apesar de falarem muito e de escreverem muito. A música nasce dos instrumentos, da voz dos pressentimentos e dos sonhos, mas o homem insiste em vê-la nascer do papel.
O processo criador
Olhe para a minha imagem e adicione os novos valores, assim como eu adiciono novos valores cada vez que olho para ela. Crie uma nova imagem totalmente sua. Somos todos mais ou menos inibidos, mas o verdadeiro escravo é quem se liga e se acorrenta.
Vida, Capitalismo e Literatura: alguns apontamentos
Como começar? Como começar um mundo, ou antes, como começar em um mundo que parece se aproximar do fim? Por que começar? Estas não são apenas perguntas que fazem o pensamento girar, são perguntas que estão na ponta dos dedos, e quando elas circulam como sangue pelo corpo, quando elas deixam de ser apenas pensamento para serem perguntas-letras, algo da resposta já se insinuou...
Verdade e ponto de vista
Em um mundo de não-senso, ou seja, de sentido desprovido de sentido que, nem por isso, se apresenta como ausência, mas ao contrário, que assume a totalidade do poder ser, ainda que se torne um poder ser que aniquila o próprio sentido, é preciso que, como Platão, saibamos reconhecer as ambiguidades e as falsidades da e na dinâmica histórica.
O passado é outro país
“E ontem à noite o último capítulo da novela Avenida Brasil parou o país. Às nove da noite, ruas e avenidas vazias em todo o país. O Brasil parou em frente à televisão.”1 Minha lembrança de Avenida Brasil é que foi a última coisa que uniu o país. Ou, melhor dizendo, foi a última vez […]
Nascimento da rosa verdadeira / Ernesto Giovanni
A crise que hoje atravessamos é uma crise de visão de mundo, de civilização. É, portanto, uma crise de sentido, uma crise de caráter espiritual. Entendemos “visão de mundo” como trama de representações, conceitos e valores por cuja mediação os homens tecem sua inserção na vida. E é exatamente essa tessitura, ou esse paradigma que nos dias de hoje, em todos os países e em cada lugar, está como que esgarçada.
Rio Gótico Tropical
A cidade larvar continua funcionando segundo uma outra inteligência do espaço que revela uma cultura oral anterior e mais forte do que a solidariedade da banalidade. Não trata-se de analfabetismo, mas de pensamento empírico que se reflete nas formas de caminhar pelas quebradas da cidade.
Foto: Wilton Montenegro
no dia sete de maio de dois mil e dezessete eencontrei jandir jr. em frente ao centro cultural do banco do brasil, logo após seu horário de trabalho no museu arte do rio. sentamos num dos bancos bem perto da pira olímpica. observamos uns policiais do exércitos, jovens como nós, andarem em dupla pra cima e pra baixo. quando a noite começou a chegar, iniciamos a gravação. quando a entrevista acabou, atravessamos a rio branco quase por inteira: da presidente vargas à cinelândia e, ao final, nos despedimos na augusto severo. a noite já estava forte, e observamos com calma e cuidado a cidade ao nosso redor.
A Feitiçaria Capitalista – Minions
“Os minions parecem atingidos por uma proibição de pensar para o que estão trabalhando. Mas também é isso o que confere uma "criatividade infernal" ao seu trabalho: eles fazem pouco, mas são incansáveis em criar regulamentos, definições, palavras, maneiras e procedimentos que excluem o pensamento, que para eles é tão intolerável."
Conversa nº2: André Aranha
no dia quatro de maio de 2017, no final da tarde, eu e arthur nos reunimos com andré em volta da mesa do centro acadêmico da primeira escola (é o que dizem) de desenho industrial da américa latina. conversamos sobre as possibilidades de experimentação gráfica e liberdade de organização traduzidas no Colaboratório, oficina que, durante alguns poucos anos na ESDI, tentou construir um espaço autogestionado de diálogo e criação, reativando um antigo e abandonado laboratório nas dependências da Escola. lá nos eram disponibilizados alguns interessantes equipamentos, como uma grande guilhotina, uma máquina de serigrafia, uma tipografia, etc. durante algum tempo, o Colaboratório foi um espaço de troca e de construção de outras possibilidades de produção.
Antimatéria: O Universo sem Espelho

A ideia de antimatéria fascinou e continua fascinando os aficcionados por ficção científica desde o surgimento desse conceito, que ocorreu em meados da década de 1930, logo depois da descoberta experimental do pósitron, a antipartícula do elétron.

Museus no século XXI, mídias digitais e compartilhamento de autoridade (Parte I)
O que afeta essas lógicas de exposição são as demandas por representatividade e por divisão de autoridade curatorial sobre exposições. Aqui, também é relevante lembrar que à medida que povos indígenas do mundo todo passam a popular o mundo digital, coleções etnográficas também necessitam se adaptar a esses novos tipos de artefatos.
Breve história da cri-(a)-ção do Mundo – por Priscila Alba
Nada-menino, uma vez era. Nada, na medida em que passava e engrandecia, sentiu-se sozinho, quis conversar. Quis conversar, mas percebeu que ele, Nada, sozinho estava. Indagou: - Por quê esta solidão? Nada pensou e, ao pensar, concluiu: - Se me chamo Nada e me sinto sozinho, procuro alguém e não acho… Creio que, outro Nada, não deve haver.
Linguagem e computadores inteligentes: entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza
Os computadores, ao contrário das pessoas, não têm a capacidade de imaginar (ou de “antecipar”) coisas, mas apenas de “prevê-las”. A diferença entre previsão e antecipação aparece quando vemos que previsões são feitas com base em modelos estatísticos ou causais, por exemplo, enquanto que o que imaginamos ou “antecipamos”, vem, em sua maior parte, das nossas emoções (desejos e medos), intuições e ponto de observação da realidade, enriquecidos (embora não necessariamente) por probabilidades e causalidades que conhecemos. Ou seja, a nossa linguagem humana nos permite ‘inventar realidades’ e estabelecer, com a própria linguagem, regras e convenções para interpretá-las, reagir a elas, e usá-las. Computacionalmente, esta capacidade é, na melhor das hipóteses, muitíssimo limitada.
Variações sobre o Matriarcado
Uma criança adentra, pé ante pé, o quarto onde sua mãe está a dar à luz; em meio à surdez dos gemidos, à cor berrante e o sangue, ela percebe, quiçá como primeira vez, que possui um umbigo.
Rizoma: Teste do Estilhaço
Pode-se dizer que samplear, fazer loops, re-montar tanto materiais encontrados quanto sons site-specific selecionados, por precisão ou relevância, para as implicações de mensagem de uma peça de música, ou uma exploração transmídia, é um fenômeno TodAlquímico, mesmo Mágiko.
Os Limites do Controle
Existe um crescente interesse por novas técnicas de controle da mente. Dizem que Sirhan Sirhan foi objeto de absorção pós-hipnótica; ele se senta tremendo violentamente na mesa de vapor da cozinha do Hotel Ambassador, em Los Angeles, enquanto a mulher ainda não identificada segurava-o e sussurrava em seu ouvido.
Fuck off Google
Poucos conhecem a genealogia e, no entanto, vale a pena conhecê-la: o Twitter provém de um programa denominado TXTMob, inventado por ativistas norte-americanos para, através do celular, se organizarem durante as manifestações contra a convenção nacional do Partido Republicano de 2004.
Richard Giblett – Rizoma de Micélio. Grafite sobre papel, 2008
Seria importante tentar ampliar a noção habitual de mídia. A noção de mídia, enquanto exposição de produtos, como numa espécie de supermercado, é algo que determina não só as formas de consumo da literatura, da arte, etc., mas também modeliza as formas de produção artística e literária.
Editoras Independentes e Trabalho Artístico
Mercado e economia editorial A análise das configurações das editoras independentes relacionam-se às transformações promovidas pelas tecnologias da informação e da comunicação, assim como são parte de um contexto mais amplo que informa o movimento de legitimação, proeminência e conveniência da cultura e do entretenimento dentro da cadeia produtiva recente...
Considerações sobre o poeta dormindo
Além de tudo, porém, uma observação se faz necessária: a poesia não está no sono, no sentido em que ele constitua um reservatório, do qual, em sucessivas descidas, o poeta nos aporte os materiais de seu lirismo. O sono predispõe à poesia.
Guilherme Vaz e Carlos Bedurap Zoró. Sem título, 1999.
O maracá é um instrumento simples, mas mágico. São muitos os mistérios da música, e mistérios são apenas coisas que não sabemos, mas podemos intuir que existem, no silêncio. Ele não se manifesta de uma vez para as pessoas, o instrumento. E nisso está de acordo com todas as sabedorias, porque todas elas têm caminhos, e há a fase da ignorância, pela qual todos têm que selar a sua passagem, caso contrário não há conhecimento...
Noigandres 4 - Mais e menos - Haroldo de Campos
Poderemos imaginar assim, alternativamente, uma história literária menos como formação do que como transformação. Menos como processo conclusivo, do que como processo aberto. Uma história onde relevem os momentos de ruptura e transgressão e que entenda a tradição não de um modo “essencialista” (...), mas como uma “dialética da pergunta e da resposta”, um constante e renovado questionar da diacronia pela sincronia.
Noigandres 4 - Uma vez - Augusto de Campos
Todas as idades são contemporâneas. (. . .) O futuro começa a se agitar no espírito de alguns poucos. Isto é especialmente verdadeiro no caso da literatura, onde o tempo real independe do aparente, e onde muitos mortos são contemporâneos de nossos netos, enquanto que muitos de nossos contemporâneos parece que já se reuniram no seio de Abraão ou nalgum receptáculo mais adequado.
Guilherme Vaz e Carlos Bedurap Zoró. Sem título, 1999.
Talvez a grande obra de Antônio Carlos Gomes tenha sido o seu próprio nascimento. No meio das matas ainda inocentes da América, num arraial de São Carlos perdido no meio das matas, pousado sobre a plataforma selvagem do planalto paulista, caminhos e pousos de pioneiros bandeirantes e entradistas rústicos que iam na direção do rio Cuiabá.
Foto: Nasa
Que significado dar à expressão "modos de criação"? Sabemos que a possibilidade de descrição racional completa do mundo não é compatível com a existência de um momento singular (o chamado big-bang), posto que todo processo físico ulterior deveria depender de quantidades impossíveis de serem definidas na singularidade.
Foto: Nasa
Não é raro que uma proposta científica relevante seja precipitadamente posta de lado, ou mesmo rejeitada como ineficiente, graças ao mau uso de uma de suas características ou à aplicação equivocada de uma formulação teórica particular que lhe esteja associada. É possível encontrar vários exemplos dessa situação em diferentes áreas da física e mesmo em outras ciências. Um caso notável ocorreu na história da cosmologia.
Foto: Nasa
Ao longo dos anos 30, descobriu-se que isso não era uma verdade, e que o universo não era um estrutura estática, mas evoluía. A medida em que se foi aceitando uma estrutura dinâmica para o universo e, nos anos sessenta, admitindo-se a ideia de que o universo está em expansão, começou-se a questionar e a pensar a partir de quando teve início essa evolução.
Guilherme Vaz e Carlos Bedurap Zoró. Sem título, 1999.
I. Qualquer objeto que não pertença à quina de um edifício feito por um arquiteto idiota é importante para a humanidade. Qualquer som que não pertença ao Grande Dragão viscoso e obscuro que se vê nas ruas inspira os ouvidos dos que respiram com alegria. Não é necessário pensar muito para que isso aconteça. Só é necessário pensar com beleza e com excelência. Isso não é uma medida de tempo. É uma medida de qualificação.
Foto: Vitor Faria
Para Angela O outro: essa palavra está sempre remoendo em quem vive longe. Remói como destino, como justiça e como injustiça. Há sem dúvida muitos modos de se viver longe. Pode-se viver longe da cada onde se nasceu, da terra e da língua onde se criou e de quem se ama ou não se ama. […]
Foto: Vitor Faria
Vivemos num mundo saturado de imagens. Tudo aparece como imagem e nada parece poder existir sem uma imagem. São tantas as imagens no mundo que não mais se consegue conceber algo assim como uma imagem do mundo. Num mundo saturado de imagens, o mundo fica sem imagem. Imago mundi, imagem do mundo, era um motivo […]
Lygia Clark, Composición, 1953.
Constatamos também que ficar enaltecendo essa liberdade de circular desencarnadamente, sem Penélope alguma a nos espelhar em sua espera (máquinas celibatárias), acaba nos desencarnando é da própria vida. Consternados, descobrimos que por ter pretendido nos livrar do espelho, o que acabamos perdendo é a possibilidade de envolvimento — como se a única ligação possível fosse a especular.
Encarte do CD "O Homem Correndo na Savana"
O que nós queremos dizer é que uma árvore é uma civilização. Como todas as civilizações, ela abriga civilizações auxiliares. Essas civilizações podem ser constituídas de seres da interface mineral, animal, passando por todas as escalas dos seres vivos conhecidos ou não, até a contenção de cargas elétricas desconhecidas, e conhecendo o mundo da matéria vestigial onde começa o mundo espiritual.
 Noigandres 4 - Branco - Haroldo de Campos
O descobrimento, ou, por assim dizer, a "invenção" de precursores é um dos corolários mais significativos da visada poética sincrônica. John Cage (Silence) cita a resposta do pintor De Kooning aos que lhe perguntavam que artistas do passado o haviam influenciado: "The past does not influence me; I influence it".
Noigandres 4 - Fala Clara - Haroldo de Campos
Enquanto o scholarship acadêmico se perde por exemplo em discutir se Gregório foi plagiário de Gôngora e Quevedo (plagiário, um poeta do qual não se conhecem manuscritos autógrafos, por ter traduzido para o português o intrincado labirinto gongorino, quando um dos brasões de glória de Ungaretti é ter feito coisa semelhante para o italiano? Um poeta que compreendeu tão bem, com aquela "imaginação funcional" ou "sintagmática" de que fala Roland Barthes, a matriz aberta do barroco, que soube recombinar ludicamente em nossa língua, num soneto autônomo - verdadeiro vértice de um sutil "diálogo textual" - versos-membros de diferentes sonetos do poeta cordovês?
Desenhos yanomamis: A noite
Quando eu era mais jovem, costumava me perguntar: "Será que os brancos possuem palavras de verdade? Será que podem se tornar nossos amigos?" Desde então, viajei muito entre eles para defender a floresta e aprendi a conhecer um pouco o que eles chamam de política. Isso me fez ficar mais desconfiado!
Desenhos yanomamis: O mutum (paruri) que simboliza a noite (titi)
Depois de ter voltado a trabalhar para a Funai, tinha visto os brancos rasgarem o chão da floresta para construir uma estrada. Eu os tinha visto derrubar suas árvores e queimá-las para plantar capim. Eu conhecia o rastro de terras vazias e de doenças que deixam atrás de si. Apesar disso, sabia ainda pouca coisa a respeito deles.
Desenhos yanomamis: A casa dos espíritos
Se não bebermos yãkoana com aplicação e não cantarmos para eles, os xapiri se recusam a vir se instalar junto de nós. Nunca chegam perto das pessoas comuns, que se contentam em viver deitadas em suas redes. Consideram-nas sujas e acham que são incapazes de ouvir suas vozes.
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