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poesia

sombras de goya

meu amigo, estais enlutado,
com alguém que acabou de perder o esteio
mas que sabe que a vida continua.
e continua, e é preciso ironizá-la.
choras porque sabes que o caminho não é tão curto,
que encontrarás nas árvores mais altas a flor nascendo
e que o fruto, se não comido, apodrecerá.

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catar-se

meu corpo é uma usina
de tártaro e metal rasgado
pulsando em vertigens
gerando luz de estrela em céu deserto

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pedra de rio

Tentei aparar com as mãos
o som da água nascente que corria
e vi sua trança cristalina
avançar no mundo
corrente e perseverante
a água seguia constante
o seu fluxo de vida

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Em via

I

ao viandante
idos os mapas
a bússola
o astrolábio
resta
a velha nau

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4 Poemas

– quer dizer, então, que os insetos não
sentem afeto?
– você poderia pisá-lo agorinha mesmo
esmagar com a sola
do seu sapato
aquela formiga ou aquele percevejo
– e eles, ainda assim, não sentiriam nada?

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Vestidinho Azul

No epicentro do quarto
um vestidinho azul, decote
perpendicular à língua,
de uma eloquência leitosa e impávida,
com teus seios redondos como dois seios redondos,
duas maçãs mordidas;

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O Poeta do Castelo

“O Poeta do Castelo” é um curta-metragem de Joaquim Pedro de Andrade, um dos principais cineastas do cinema brasileiro, que nesse filme acompanha um dia de Manuel Bandeira.

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Lunalunarium

Lunalunarium é um livro de Mariajosé de Carvalho publicado pela Massao Ohno (editora responsável por publicar, entre outros, Roberto Piva e Claudio Willer) em 1976. A poeta, atriz, dramaturga e tradutora, que durante muito tempo foi uma intelectual importante na vida cultural brasileira, foi marginalizada já pela própria geração.

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