Linguagem e computadores inteligentes: entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza
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Linguagem e computadores inteligentes: entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza

Linguagem e computadores inteligentes

entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza

 

Os computadores, ao contrário das pessoas, não têm a capacidade de imaginar (ou de “antecipar”) coisas, mas apenas de “prevê-las”. A diferença entre previsão e antecipação aparece quando vemos que previsões são feitas com base em modelos estatísticos ou causais, por exemplo, enquanto que o que imaginamos ou “antecipamos”, vem, em sua maior parte, das nossas emoções (desejos e medos), intuições e ponto de observação da realidade, enriquecidos (embora não necessariamente) por probabilidades e causalidades que conhecemos. Ou seja, a nossa linguagem humana nos permite ‘inventar realidades’ e estabelecer, com a própria linguagem, regras e convenções para interpretá-las, reagir a elas, e usá-las. Computacionalmente, esta capacidade é, na melhor das hipóteses, muitíssimo limitada.
 
Como as linguagens computacionais têm vocabulário, gramática e regras de interpretação sempre estipuladas e conhecidas, a tradução entre elas é possível. Em alguns casos até muito fácil fazer isto, inclusive mecanicamente. Pela mesma razão também é relativamente fácil traduzir um texto em linguagem de computador para uma linguagem humana. O que não é fácil (e, até onde se sabe, nem possível) é a tradução de uma língua humana para uma linguagem computacional. Continue reading »

Além da visualidade: entrevista com Jaider Esbell
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Além da visualidade: entrevista com Jaider Esbell

USINA: Gostaríamos de começar a conversa com algo que você disse em outra entrevista: “A identidade indígena não é simples. São várias tradições, um palco extremamente complexo de interações sociais, costumes, habilidades e práticas que passeiam por todas as esferas possíveis e inimagináveis. Tais relações vão da ponta da teia da ancestralidade até ao último alcance … Continue reading »

Para além de Hollywood: Entrevista com Lúcia Nagib
#29 Edição / cinema / entrevista

Para além de Hollywood: Entrevista com Lúcia Nagib

“Acredito que Herzog se interessou pelo cinema brasileiro exatamente por esse elemento irracional que Glauber, principalmente, cultivou em seus filmes, fazendo-o um componente inerente ao pensamento político. Nisto, ele era herdeiro de Eisenstein que, como os formalistas russos, dava grande importância à realidade interna do objeto mais que da sua aparência.” Continue reading »