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Do digital ao analógico: entrevista com Lisciel Franco
Lisciel Franco é um artista da eletrônica e do som, responsável pela criação de um dos maiores (e melhores) estúdios analógicos do mundo: o ForestLab. Com formação em engenharia e uma experiência de mais de 30 anos em gravação, Lisciel é o verdadeiro exército de um homem só – é ele o responsável pela gravação, […]
Papo de Artista: Mariana Bahia entrevista Silvana Marcelina
“Papo de Artista” foi um projeto da curadora Mariana Bahia durante a pandemia, com a proposta de realizar conversas com artistas de diversas áreas. Bahia atualmente é curadora do Parque Glória Maria no Rio de Janeiro e co-curadora do Ano Zero Ágora no âmbito da Bienal de Coimbra.  Nesta edição, a convidada é Silvana Marcelina, […]
Foto: Geovana Jardim, em San-Jean-Pied-de-Port/França. Figurino: Acervo pessoal.
"Já ocupei vários territórios que eu jamais achei que eu ia ocupar. Gosto muito de ter chegado aos cinquenta anos, quase fazendo sessenta agora, daqui dois anos, advogando nessa brechinha cuja pretensão filosófica é encostar a universidade na vida mesma. Botando pensamento arte, pensamento cantado. Produzir pensamento é uma arte. Isso foi a gira nordestina, cantar e encantar os pensamentos, os conceitos. Jogar os conceitos na caixa do peito das pessoas comuns como eu."
Conversa nº8 – Vidi Descaves
encontrei vidi no ano de 2019, tempo em que aglomerações eram possíveis e prováveis, mas muitas vezes não tão felizes. no anterior tinha feito uma entrevista com ele que, infelizmente, foi deletada depois de um erro de comunicação. não tem problema: o dia era 25 de abril, dois dias depois de São Jorge, revolução dos cravos, grândola vila morena essas coisas e cheguei à casa onde o vidi morava, na costa barros subindo pra santa teresa. era um dia de sol, o céu azul bem azul - agora não lembro se abril costuma ser assim.
Mystic Quest, pintura de Lucas Lugarinho, 2019
vi lucas lugarinho poucas vezes na minha vida, talvez duas ou três. a última delas há aproximadamente cinco anos atrás, no início do processo da USINA impressa. agora, num já longínquo 2019, conversamos à distância, pela internet: ele em algum bairro que não conheço da cidade do méxico e eu em copacabana, na casa do arthur. lugarinho vive no méxico faz uns anos e talvez não seja à toa que nosso contato tenha virtual, como se fizesse mais sentido tratar dessa maneira algo que aparece com frequência em suas meditações: a encruzilhada entre virtual e real, simulação e verdade.
Conversa nº6 – Gabriela Cordovez
encontrei com a gab ali perto do ccbb, em abril de 2018, no mesmo lugar que um tempo antes tinha encontrado o jandir jr. sentamos num banco perto do que um dia foi a pira olímpica e, com calma, conversamos... conheci a gab no início da faculdade, ali no largo de são francisco. ela andava dançando pelos corredores do IFCS. não uma dança óbvia e nem espetacular, muito menos consciente (no seu sentido mais técnico): uma dança que era um andar, um passo atrás do outro - de quem caminha assim mesmo, dançando.
Conversa nº5 – Leonardo Marona
encontrei leo num momento difícil do dificílimo ano de 2018. na semana anterior victor heringer tinha feito a passagem e um ou dois dias depois marielle seria assassinada. cheguei na livraria da travessa de botafogo mais pro final da tarde quase noite. conversamos ali dentro, numa espécie de jardim de inverno muito utilizado pelos fumantes, eu acho. leo joga nas onze e já publicou livros de poesia, conto e romance. além disso, é o cantor da Dibuk Motel e trabalha há anos como livreiro
Conversa nº4 – Adelaide Ivánova
esta entrevista foi feita em dois dias diferentes, com pouco mais de uma semana de diferença entre eles. no dia 31 de julho de 2018, ano da morte de marielle e da queima do museu nacional, encontrei adelaide ivanova em berlim, onde tinha ido para visitar minha mãe. no dia mais quente do ano, fomos, junto com naomi baranek e victinho vasconcellos, ao krumme lanke, um famoso lago da cidade, e talvez o mais agradável de todos. sentamos na areia e, depois de um mergulho, começamos a conversar.
Upurandú resewara: entrevista com Denilson Baniwa
Enfim, é esse o nosso desafio, pegar essas coisas que são orais e transformar numa imagem que as pessoas consigam identificar como aquilo é de verdade pra gente. Porque pra gente, todas as histórias e as coisas não são mitos, elas não são contos, histórias, pensamentos inventados. Aconteceu de verdade pra gente. Quando fala que as coisas têm espíritos e vivem, elas têm espíritos e elas vivem! Elas estão entre a gente.
Foto: Wilton Montenegro
no dia sete de maio de dois mil e dezessete eencontrei jandir jr. em frente ao centro cultural do banco do brasil, logo após seu horário de trabalho no museu arte do rio. sentamos num dos bancos bem perto da pira olímpica. observamos uns policiais do exércitos, jovens como nós, andarem em dupla pra cima e pra baixo. quando a noite começou a chegar, iniciamos a gravação. quando a entrevista acabou, atravessamos a rio branco quase por inteira: da presidente vargas à cinelândia e, ao final, nos despedimos na augusto severo. a noite já estava forte, e observamos com calma e cuidado a cidade ao nosso redor.
Conversa nº2: André Aranha
no dia quatro de maio de 2017, no final da tarde, eu e arthur nos reunimos com andré em volta da mesa do centro acadêmico da primeira escola (é o que dizem) de desenho industrial da américa latina. conversamos sobre as possibilidades de experimentação gráfica e liberdade de organização traduzidas no Colaboratório, oficina que, durante alguns poucos anos na ESDI, tentou construir um espaço autogestionado de diálogo e criação, reativando um antigo e abandonado laboratório nas dependências da Escola. lá nos eram disponibilizados alguns interessantes equipamentos, como uma grande guilhotina, uma máquina de serigrafia, uma tipografia, etc. durante algum tempo, o Colaboratório foi um espaço de troca e de construção de outras possibilidades de produção.
Conversa nº1: Aline Besouro
sentamos num canto inexplorado proposto por aline e conversamos. aline gravava algumas de suas telas no colaboratório e interrompeu o trabalho para conceder a presente entrevista. ao som de sopranos e contraltos da escola de música da universidade do brasil, falamos de memória, registro, roupa, civilização, política, arte, identidade... aline é uma presença, e nas diversas vidas que viveu já assumiu diferentes identidades, naquele estilo que drummond cantou: "um jeito só de viver/mas nesse jeito a variedade,/ a multiplicidade toda/ que há dentro de cada um".
Linguagem e computadores inteligentes: entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza
Os computadores, ao contrário das pessoas, não têm a capacidade de imaginar (ou de “antecipar”) coisas, mas apenas de “prevê-las”. A diferença entre previsão e antecipação aparece quando vemos que previsões são feitas com base em modelos estatísticos ou causais, por exemplo, enquanto que o que imaginamos ou “antecipamos”, vem, em sua maior parte, das nossas emoções (desejos e medos), intuições e ponto de observação da realidade, enriquecidos (embora não necessariamente) por probabilidades e causalidades que conhecemos. Ou seja, a nossa linguagem humana nos permite ‘inventar realidades’ e estabelecer, com a própria linguagem, regras e convenções para interpretá-las, reagir a elas, e usá-las. Computacionalmente, esta capacidade é, na melhor das hipóteses, muitíssimo limitada.
Além da visualidade: entrevista com Jaider Esbell
Inserção e arte indígena contemporânea estão mesmo juntos, mas busco deslocá-lo para o recorte espacial do termo enquanto origem e fluxo, logo, busco vê-los no grande mundo compondo o desfio de fazer-se pleno em sua intenção maior e mais urgente. Dar vazão ao existir pleno dos seus artistas eis a arte indígena contemporânea que não é sem uma base, um compromisso, um pertencer em duas frentes com o povo.
Para além de Hollywood: Entrevista com Lúcia Nagib
"Minha teoria sobre a utopia no cinema brasileiro se baseou em dois momentos, o Cinema Novo e o Cinema da Retomada, que revisitou de maneira crítica e atualizada os princípios do Cinema Novo. Utopias derivam de projetos políticos. No caso brasileiro, deriva da nossa própria história do descobrimento, de um território em que os europeus esperavam encontrar o Eldorado."
Dois anos de ÉS UMA MALUCA

"A ocupação do espaço físico era movida pela utopia de ser um espaço aberto para a criação artística. Mesmo na zona sul faltava um espaço assim. A gente conhece muita galeria e instituição, a EAV, mas claramente faltam espaços de livre circulação e experimentação."

Poesia de Esquina – Entrevista com Viviane de Salles

“Ter uma vida culturalmente ativa é muito caro. Então, o que é o acesso à cultura? A gente não tá fazendo sarau porque a gente quer ter acesso à cultura, a gente é a própria cultura. A gente tá invertendo uma parada. A gente quer ter acesso a tudo, tudo que é produzido."

Editoras Independentes – EP 02
Neste segundo episódio da web-série Editoras Independentes, perguntamos à Azougue, Oito e Meio, Cozinha Experimental e Oficina Raquel sobre a trajetória de cada editora, as possibilidades abertas pelas novas tecnologias, alternativas de distribuição de livros em pequenas tiragens e relação com os autores.
Foto de Prisca Agustoni
"Esse dilema do processo de criação é uma outra maneira de ressaltarmos a tensão 'enraizerrante', que confere à experiência poética a possibilidade de dizer-nos que aquilo que nos fixa no tempo e no espaço, na vida pessoal e coletiva só o faz porque se move e se transfigura continuamente."
Editoras Independentes – EP 01
Neste primeiro episódio da web-série Editoras Independentes, perguntamos à Azougue, Oito e Meio, Cozinha Experimental e Oficina Raquel sobre o que significa ser uma editora independente, o papel do editor, a relação entre editoras independentes, as dificuldades do mercado e as diferenças frente às grandes editoras.
O fotógrafo #1, 2012.
"O lugar da arte é de criar situações e objetos que ativem campos em aberto, podendo gerar imaginação, reflexão, mas pode ser que isto não aconteça..."
Entre xamãs e artistas: entrevista com Els Lagrou
"Figuras como Max Ernst, e eu acho que muitos surrealistas, por mais que pouquíssimos tenham realmente, como Artaud, convivido ou conhecido sociedades ameríndias de perto, todos eles procuram perceber o artista como xamã no sentido que o artista e o xamã são aqueles que conseguem ensinar a ver aquilo que normalmente não é visível, ensinam a ver diferentemente."
Som no cinema: Entrevista com Frederico Benevides
"É engraçado como os filmes, eles criam uma relação de algo constituinte no real, são tão reais como eu e você. E os sons dos filmes fazem parte do que é a nossa realidade, embora um soco no cinema não vai existir tal qual um soco na vida real. Um tiro, um barulho de batida de carro no cinema nunca é igual ao que ocorre no real."
Liberdade: Entrevista com Neville d’Almeida
"E eu queria falar pra vocês isso, façam até as coisas que vocês não sabem, porque essas coisas são as coisas que vêm do inconsciente, que vêm da informação, que vêm da cultura, que vêm da observação. E uma das definições do cinema diz que cinema é detalhe, e é verdade, é detalhe e isso é um detalhe."
Encontro com Helena Ignez
Estrela do cinema nacional, Helena Ignez é uma mulher do teatro que começou a atuar em filmes do cinema brasileiro, como O Assalto ao Trem Pagador (1962) e, mais tarde, O Padre e a Moça (1966). Também participou da estreia de Glauber Rocha em Pátio (1959), e de diversos filmes de Julio Bressane e Rogério Sganzerla.
Papo com Cavi
"Se eu fosse pensar, como eu distinguiria a Cavídeo, eu falaria diversidade, aqui tem de tudo. Tem filme de tudo quanto é tipo, orçamento e lugar. Então meu objetivo é abrir. Quer fazer filme? Então vamos fazer em parceria. A nossa matéria prima é a parceria. O cara topa, gosta desse esquema, tâmo junto, vamos fazer."
Entrevista com Alberto Pucheu
Eram nove horas da manhã quando encontramos Alberto Pucheu na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pucheu, que é professor há mais de dez anos, seguiu carreira em Filosofia para depois se doutorar em Literatura – talvez mais um de seus esforços de quebrar as barreiras que existem entre esses dois mundos.
Entrevista com Joana Cesar
"Em 1992 finalmente comecei a pintar na rua. Meu interesse não passava pelo grafite, mas pelas texturas que eu encontrava nos muros – as paredes descascadas, as cascas de tinta soltando, os muros de musgo, o verde das heras avançando na vertical, os tapumes mofados, úmidos, com camadas de cartazes descolando; e os postes sujos, com suas marcas velhas de cartazes antigos – parecia a minha pele ali."
Entrevista com Petrus Cariry
"Observo, componho as cenas como se fossem telas, pinturas banhadas por luzes e sombras. Gosto da ideia de pensar que a luz e os enquadramentos dos filmes se aproximem mais da pintura e das artes plásticas do que das referências meramente cinematográficas, como modelos pré-estabelecidos."
Zarvos 12:34

Guilherme Zarvos é poeta. De uma família tradicional, nasceu em São Paulo em 1957 - mas mora no Rio de Janeiro desde os dois anos de idade. Ao lado de nomes como Chacal, é fundador do CEP 20.000.

Tantas perguntas a Rubens Figueiredo

Rubens Figueiredo é professor, tradutor e escritor. Ganhou dois Jabutis pelas suas ficções, um em 1998 por As Palavras Secretas, e outro em 2002 por Barco a Seco. Como tradutor, já publicou uma extensa lista com mais de 50 títulos.

Monocelular + E no Meio um Inteirão

Monocelular é o quinto filme de Felipe Cataldo e talvez o mais experimental deles. Além da estética há uma experimentação técnica, realizada através de manipulações da película. É sobre essas experimentações, sua relação com a própria película, inspirações e outras ideias que Cataldo fala em “E no meio um inteirão”, uma espécie de entrevista experimental.

Conversa com Sergio Cohn

Sergio Cohn é poeta e sócio-diretor da Azougue Editorial, publicou os livros Lábio dos afogados (1999), Horizonte de eventos (2002), O sonhador insone (2006) e Futebol com Animais (2013), escrito junto com seu filho. É editor de várias revistas de cultura, entre elas a Azougue, a Nau, e o Atual - O último jornal da Terra.

Foto Zé Naklem

Um dos expoentes do Surrealismo no Brasil, ao lado de nomes como Roberto Piva, Claudio Willer é poeta, ensaísta e tradutor. Foi também um dos introdutores da literatura beat no país.