o som invade tudo
faz tremer a matéria viva
quebra vidros e fantasmagorias
rasga e violenta o ar estagnado
– incorpora ventania
sua maquinação com o tempo
o próximo gesto inaudito
é pretenso mergulho
que o que não tem corpo
não retorna à superfície
profundidade precipitada
não retorna à percepção
delírio onduloso
leva junto toda a minha mania de futuro