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poema

sobre voos altos

os pássaros cantam e se agitam
feito crianças pela manhã
Maritaca Bem-te-vi sabiá
cantam suas melodias esperando respostas
quando não as tem repetem uma duas três
muitas vezes até se distraírem

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Querida, o tempo amansa a gente

aprenderei aos poucos a rezar
como você tentou me ensinar
tantas vezes
a cativar os pássaros
a não temer a gente
a andar pela rua
observando o mato
que resta entre nós

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Poema de Bianca Pataro

o silêncio é uma estrada e a distância cavada pelo vazio é intransponível
cada passo dado é um desvio entre frases suspensas,
traçado de fuga aberto em picadas na longa vertigem erguida pelo nada dito

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Três poemas

o sossego do meu pai
quando, nas manhãs de
chuva ou de sol, separa
as sementes enquanto,
sentado no rio, observa
o fluir rasteiro e redondo
das águas, a voz serena
e ruidosa da água.

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Guilherme Zarvos

Há ou havia um crime
Que já não se diz, talvez lírico
Demais – flor ou projétil:

Patas no peito – o som
Do tambor: roleta russa
Em têmporas

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há sinais no sol

há sinais no sol — convulso — além da conta
na lua
tão perigosamente próxima
alucinado mar em ondas
gigantes
terra que geme e se contorce

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Corpos onde a cidade se repete

Corpos onde a cidade se repete:
(depois
de derramar antigas bocas sobre outra água):

quase
elidem alguns órgãos alarmados

— em meio às ferragens —

no
casulo do calendário?

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Poemas

O antônimo de gaveta
é folha
Porque a gaveta é um corpo
que se guarda para dentro
no escuro do segredo

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