#9 Edição / poesia

círculos no silêncio

círculos no silêncio
ando em voltas e
observo no galo aquilo
que foi dito em
poema
me desloco na quietude
do espaço
e ando em margens
de águas secas

o mangue pede socorro
(de forma que não perca
sua dureza)
e eu procuro o sol
entre as nuvens
(rachaduras)

por isso vim buscar
o movimento do rio

me transformo em canoa
e me perco em seu
fluxo contínuo
(deslizo)

estou entre as cidades
procurando algo que
está ao meu redor
encostando em mim e
me envolvendo
(mas não consigo alcançar)

(Bahia, 2013)

Luís Octávio G., agosto 2014

 

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