#7 Edição/poesia

às aves de rapina

Alucinei um lar
três filhos
e a paz que nunca tive
as horas correm seus ponteiros
perfurando minha carne
eu necessito de mais tempo
eu preciso conhecer o amor
quero exigir um dia de chuva
para cada dois de sol
eu tenho fome de vertigem
eu não tô legal
não escreverei cartas aos santos
esse ano não terá natal
os velhos totens se partiram
os meus gurus jamais souberam
qualquer coisa sobre a vida
eu não sei nada sobre a vida
nenhum salário me comove
já não serei nenhum Rimbaud
eu necessito recriar os deuses
fumar haxixe ao pé do cristo
vencer a fome das crianças
e perder-me
entre os bandidos e mocinhos
da patética moral
sodomizar as damas
nos castelos de vidro &
erguer comunas noite adentro
até que caiam as bastilhas
deste século triste e nu.

 

Italo Diblasi, junho 2014

 

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