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poesia

O poeta está só

Carregando uma pesada cruz entre o que escrever e o que retirar de sua antologia poética, o poeta era interrompido paulatinamente por sua necessidade de se libertar. Havia cinco anos, ele trabalhava incansavelmente na construção de textos que fossem capazes de atingir a forma perfeita, a invencibilidade, o Kitsch de todos os tempos.

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Poesia da Menstruação

Parte I

Algo com papel que não sei explicar
O sangue começa manchando as três linhas da folha
Que é branca mas não de leite
Que não é leite mas é quase é sangue
Que jorra em bacias vulcânicas
A cada ciclo lunar
Avulso oculto
Natural

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Mareorama

uma coluna tão reta
às 11 da manhã
numa praia deserta
porque é dia de semana
é um convite a matar
todas as aulas

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Fevereiro

Ingestão de dietilamida e ninguém não sorri debaixo do sol, dançando amargo-salivado, agarrado nas bandas do nbome (que todo mundo resolveu falar e se fazer de preocupado agora, como se amargar nunca fosse utilizado como parâmetro de qualidade; e eu também, só sommelier nóia e charlatão).

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Hoje à tarde fez sol mas é noite e chove

Meditamos sobre a morte e permanecemos atentos
ao uivo da noite. Todos os dias acordamos e,
como se olhássemos o mundo, abrimos a janela
do quarto, a cortina da sala. Do outro lado os
prédios, as ruas, os cabos telefônicos. Do outro
lado as praças, as praias, os carros…

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TSUNAMI

Quando o tsunami chegou como sempre sem ser anunciado
eu levava na mochila o ‘Óleo das horas dormidas’ do Leo, livro que aliás o Leo tinha me mostrado logo após uma onda
estranha que também havia levado alguns de seus pertences

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lajeado

uma lua de nuvem
no sol das águas
enquanto propago
palavras em bolhas

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