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o cinema é uma arte menor

Canção para não morrer

Aqui, aos pés da cruz, já não choro como antes chorava. Os amores perdidos, as promessas desfeitas: os vejo como quem vê uma flor, um oceano, uma parede. Retornei aos meus anos divinos e nada encontrei, fui atrás dos amores sinceros e nada obtive. Agora me sento aqui, no banco

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Variações no tempo (brincadeira de criança)

  *** O poema é um exercício de concentração, a concentração que existe em uma espera. A concentração se dá na medida em que o poema se liberta, e talvez essa seja a sua tensão primordial – originária. Áspera é uma condição da espera, ao mesmo tempo uma qualidade. Assim,

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epígrafe

quem de ferro fere o fogo quem
de quase fura o corpo qual
carícia em tempo firme
qual malícia escapa à
sorte

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a quarta estação

eram ferozes, feras ferozes, que vinham sentiam o piscar dos olhos, as pálpebras dobrando, arrefecendo. nisso que saíram, aos poucos, casais de muitos tipos, os dentes sobrando pra fora, a boca mordida pra dentro, lábios carnudos. vultos ou sombras, aquilo que se espiava, o mudo o mudo barulho que se ouvia.

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