CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA  nº 7
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 7

“Entre dois ventos existe um vácuo. É por ele que desliza o olhar da espada. Esse é o movimento que funda os quipos do cinema, antes dos gênesis das coisas. Dizemos que o cinema existe antes de tudo porque sempre houve um vento entre dois vácuos ou um vácuo entre duas coisas e uma filosofia arcaica generalizada. Entre dois volumes ou dois ventos está o território primordial do olhar, e a noção da tempestade cinematográfica, da mente que vê.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 6
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 6

“Depois que tomei alucinógenos pela primeira vez, eu lembro de ficar chocado como a duração da viagem parecia longa (…). A intensidade e absoluta quantidade de experiência não pareciam poder ter acontecido nas poucas horas que passaram. Eu percebi mais tarde que essa também era a minha experiência de cinema – um meio cujo personagem é o próprio tempo. Cinema como uma jornada que nos carrega com ela.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 5
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 5

“O documentário não existe – quer o termo designe uma categoria de material, quer designe um gênero, uma abordagem ou um conjunto de técnicas. É preciso que essa assertiva – tão antiga e fundamental quanto o antagonismo entre palavras e realidade – seja incessantemente reafirmada, a despeito da existência visível de uma tradição do documentário.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 4
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 4

“A estranha sistematização da linguagem e da sintaxe que Griffith teve de elaborar, de forma mais ou menos confusa, para poder se expressar, e que foi apenas uma consequência superficial de seu universo específico, introduziu o verme na fruta que, a partir de então, não parou de, literalmente, desvitalizar o cinema. Trata-se da lenta criação de uma retórica, sempre mais refinada e mais cheia de nuances, mas também sempre mais impiedosamente analítica.” Continue reading »

CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 3
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CAMINHOS PARA OUTRO CINEMA nº 3

“Fazendo isso, surge essa água e começa a escorrer pela pedra. Naquela oportunidade eu caio no maior pranto, surpreso, “o que é isso?”, me arrepia e eu choro. E eu estou na mata, 20 anos depois, nessa situação que eu estava contando, olhando a floresta de frente e essa imagem lá de trás, da água surgindo da pedra, eu enxergo os matadores dos índios saindo como se fosse um pedaço da floresta se manifestando.” Continue reading »