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literatura brasileira contemporânea

O fabuloso Quinquagenário de Lucy Almeida

Prólogo Lucy Almeida estremeceu de frio e acordou. Sentiu a garganta arranhar e reparou no ar condicionado ligado, mas estava ainda bêbada e não lhe ocorreu desligá-lo. Sentiu a coberta tesa quando tentou puxá-la para se cobrir, e notou que Alfredo Lopes se havia dela apossado, como de costume. Quase

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Fronteiras serão sempre lembradas

Fronteiras serão sempre lembradas entre cruzes do espírito sempre outro de tua natureza serão riscadas no emaranhado do por vir, que comunica.   *** Este poema faz parte da série Atmosferas

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A praia do leme e os melhores temas do mundo para conversar

para matheus kerr, matheus ramos-mendes e kissel goldblum   investigar a consciência, sonhar. reminiscência: o universo inteiro já aconteceu. nós chegamos nos lugares que sempre chegamos isso aqui já aconteceu a visão da jornada xamânica e da vida cotidiana não são diferentes. isso não. a imaginação é faculdade da memória,

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atrás da montanha (primeiro capítulo do livro Ganga)

“The mountain is an animal wounded on its way to the sea, its limbs grasping the earth. I call it ‘The Woman’” Etel Adnan “My father, my grandfather, my cousins, they all look at the mountain as if it were our mother, as if it were our grandmother.” Ailton Krenak

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Conversa nº4 – Adelaide Ivánova

esta entrevista foi feita em dois dias diferentes, com pouco mais de uma semana de diferença entre eles. no dia 31 de julho de 2018, ano da morte de marielle e da queima do museu nacional, encontrei adelaide ivanova em berlim, onde tinha ido para visitar minha mãe. no dia mais quente do ano, fomos, junto com naomi baranek e victinho vasconcellos, ao krumme lanke, um famoso lago da cidade, e talvez o mais agradável de todos. sentamos na areia e, depois de um mergulho, começamos a conversar.

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a quarta estação

eram ferozes, feras ferozes, que vinham sentiam o piscar dos olhos, as pálpebras dobrando, arrefecendo. nisso que saíram, aos poucos, casais de muitos tipos, os dentes sobrando pra fora, a boca mordida pra dentro, lábios carnudos. vultos ou sombras, aquilo que se espiava, o mudo o mudo barulho que se ouvia.

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