Queda Livre
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Queda Livre

Queda Livre

texto de Isadora Lobo
 
Conforme em queda livre é que percebo, não sem pingos de alívio salgados a desaguar na boca: aqui não há perigo. Conforme suavizo os joelhos e respiro é que vejo: do chão não passa. É preciso dar vazão à raiva, para que ela não nos consuma num caminho sem volta. Não há risco em cair, há prazer. Um tesão a envolver o mundo em queda livre. Solto os meus nós e respiro: habito o além-pânico. E frente a frente com os abutres, sinto seu hálito, sua fome de dilacerar o que é desaprovado por suas mentes julgadoras, mas não me movo. Ocupo meu espaço no mundo. Aquele que tenho por direito, esse não vão me tirar. Continue reading »

Rituais de começo com as escritas corporais
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Rituais de começo com as escritas corporais

Rituais de começo com as escritas corporais

texto de Aline Bernardi
 
O começo, ou aquilo que ritualizei como começo, do processo de criação que vou partilhar com vocês é feito de fios decopulantes, tecido com mãos artesãs, olhos alfaiates e pés andarilhantes. Considerando que as coisas estão em processo de continuidade e a vida parece ser um fluxo em ação vital, começar algo é se propor a vivenciar um rito de passagem. Nesse convite que me faço de falar dos rituais de começo, toco num sonho que tive em 2013. Até hoje revivo com bastante lucidez as sensações que meu corpo vibrou. Um pássaro brotando do seio de um chão de terra enquanto raízes nasciam no largo azul do céu. Essa é a imagem-semente do Livro Performance Decopulagem. Continue reading »

O Corpo Dançante
#6 Edição

O Corpo Dançante

O Corpo Dançante

Texto de Diogo Grieco

Deitado na cama, escrevendo este texto, vejo meus dedos passeando sobre o teclado do computador. Quando escrevo uma poesia, sinto a pressão do lápis, teso entre meus dedos e o papel; são os músculos do meu pulso que levam o grafite ao atrito, e a palavra materializada é consequência do movimento do meu corpo…

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