
Uma experiência vertiginosa chamada LIMITE
Limite é um duro retrato da efêmera e insignificante existência humana, mas é também, um poema que presta um verdadeiro elogio de amor ao cinema e a vida.
Limite é um duro retrato da efêmera e insignificante existência humana, mas é também, um poema que presta um verdadeiro elogio de amor ao cinema e a vida.
O que está diante de nós quando assistimos um filme como A religiosa Portuguesa? Durante breve e intensa passagem pelo Brasil, pude acompanhar as doces palavras do realizador americano radicado na França, Eugène Green. Uma no Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense e outra na sala 3 do Estação Botafogo, após a exibição de seu último filme, La Sapienza (2014). A radicalidade e a afirmação encantam a uma primeira vista.
Belair foi uma produtora de Rogério Sganzerla e Júlio Bressane de 1970. Nesse ano, os dois realizaram seis filmes em quatro meses e por causa deles tiveram que fugir do Brasil, devido a repressão da Ditadura Militar. Bressane e Saganzerla, autores de O Anjo Nasceu e O Bandido da Luz Vermelha, respectivamente, foram as principais figuras do Cinema Experimental no Brasil.
Critica da Sepração (1961) é um “anti-filme” de Guy Debord. Filósofo francês, conhecido por sua teoria da Sociedade do Espetáculo e pela participação na Internacional Situacionista, Debord desenvolve nesse curta-metragem suas ideias. Através dele, também procura reafirmar sua posição contra o papel convencional de comunicação das artes.
Ensaio fílmico que lança um olhar sobre a “dispersão” dos desfiles das escolas de samba do carnaval carioca, fazendo analogias com este conceito tanto na física quanto na filosofia, e problematizando o indivíduo “disperso” contemporâneo.
Tudo evidencia essa preocupação que dominava a cabeça do diretor e que o fez esquecer da pessoa-Santiago, que estava ali. Absorto em suas preocupações estéticas, o cineasta (ou documentarista, como ele prefere se chamar) parece ter esquecido que o filme era sobre uma pessoa e era nela que ele devia se concentrar.
Feito sem câmera por um dos maiores cineastas não-narrativos do mundo, Mothlight (1963) joga com progressões a contraluz em uma radical experiência com o que há de mais básico no cinema. Brakhage traz de volta à vida folhas mortas, asas de mariposa e pedaços de grama colados diretamente na película.
Este filme é uma total investida, sem nenhuma piedade, contra as convenções cinematográficas e a forma, ou o próprio cinema; contra as normas sociais e as regras, ou a sociedade; e contra o espectador. É um atentado de uma violência niilista, sem deixar de ser perfeitamente alegre e prazeiroso: uma explosão de afeto, que compartilho cada vez que assisto.
O documentário tinha como objetivo a filmagem da posse ao cargo de governador do Maranhão. Sarney, o candidato vencedor, encomendou a Glauber o que pensava ser um filme de sua consagração. Porém, o material final não agradou a Sarney e o curta nunca saiu pras telas.
Caramujo-flor é um curta-metragem de Joel Pizzini, inspirado no poeta Manoel de Barros. Cineasta brasileiro com uma carreira de documentários premiados, entre eles Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz (2012) e 500 Almas (2005), Pizzini trabalha nesse curta entre o documentário e o experimental. Além disso, tem uma forte poesia visual, recriando o universo poético do autor.