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mídia

O passado é outro país
“E ontem à noite o último capítulo da novela Avenida Brasil parou o país. Às nove da noite, ruas e avenidas vazias em todo o país. O Brasil parou em frente à televisão.”1 Minha lembrança de Avenida Brasil é que foi a última coisa que uniu o país. Ou, melhor dizendo, foi a última vez […]
glitch art de Jabal Murbach
“Para construir, modificar e transformar a cidade, a multidão anônima é frequentemente um protagonista tão importante quanto os grandes autores”.(SECCHI, Primeira Lição de Urbanismo, 2006) 1. “Vinheta quebrante”1 Um financiamento coletivo para construção de uma piscina flutuante em um rio, um rodízio de moradores para trocas de baterias de sirenes de alerta de tsunamis, uma […]
Linguagem e computadores inteligentes: entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza
Os computadores, ao contrário das pessoas, não têm a capacidade de imaginar (ou de “antecipar”) coisas, mas apenas de “prevê-las”. A diferença entre previsão e antecipação aparece quando vemos que previsões são feitas com base em modelos estatísticos ou causais, por exemplo, enquanto que o que imaginamos ou “antecipamos”, vem, em sua maior parte, das nossas emoções (desejos e medos), intuições e ponto de observação da realidade, enriquecidos (embora não necessariamente) por probabilidades e causalidades que conhecemos. Ou seja, a nossa linguagem humana nos permite ‘inventar realidades’ e estabelecer, com a própria linguagem, regras e convenções para interpretá-las, reagir a elas, e usá-las. Computacionalmente, esta capacidade é, na melhor das hipóteses, muitíssimo limitada.
Os Limites do Controle
Existe um crescente interesse por novas técnicas de controle da mente. Dizem que Sirhan Sirhan foi objeto de absorção pós-hipnótica; ele se senta tremendo violentamente na mesa de vapor da cozinha do Hotel Ambassador, em Los Angeles, enquanto a mulher ainda não identificada segurava-o e sussurrava em seu ouvido.
Fuck off Google
Poucos conhecem a genealogia e, no entanto, vale a pena conhecê-la: o Twitter provém de um programa denominado TXTMob, inventado por ativistas norte-americanos para, através do celular, se organizarem durante as manifestações contra a convenção nacional do Partido Republicano de 2004.
Richard Giblett – Rizoma de Micélio. Grafite sobre papel, 2008
Seria importante tentar ampliar a noção habitual de mídia. A noção de mídia, enquanto exposição de produtos, como numa espécie de supermercado, é algo que determina não só as formas de consumo da literatura, da arte, etc., mas também modeliza as formas de produção artística e literária.
Editoras Independentes e Trabalho Artístico
Mercado e economia editorial A análise das configurações das editoras independentes relacionam-se às transformações promovidas pelas tecnologias da informação e da comunicação, assim como são parte de um contexto mais amplo que informa o movimento de legitimação, proeminência e conveniência da cultura e do entretenimento dentro da cadeia produtiva recente...
Revistas de Invenção
Da antropofagia à vanguarda russa, atravessando as contraculturas no Brasil, França e Estados Unidos, estas revistas publicadas originalmente em tiragens reduzidas acabaram ainda mais raras com o tempo. Agora, estão todas disponíveis digitalmente.
Rádio Livre!
Duas pulguinhas saltitam alegremente em uma orelha canina quando uma pulga mais experiente, pulando no sentido oposto, as aborda: – Olá, pulguinhas, como vai o cachorro hoje? A pulga mais velha segue seu caminho, deixando as outras perplexas: – Mas o que é um cachorro?
Conversa com Sergio Cohn

Sergio Cohn é poeta e sócio-diretor da Azougue Editorial, publicou os livros Lábio dos afogados (1999), Horizonte de eventos (2002), O sonhador insone (2006) e Futebol com Animais (2013), escrito junto com seu filho. É editor de várias revistas de cultura, entre elas a Azougue, a Nau, e o Atual - O último jornal da Terra.