Conversa nº3: Jandir Jr.
entrevista

Conversa nº3: Jandir Jr.

Conversa nº3: Jandir Jr.

 
no dia sete de maio de dois mil e dezessete eencontrei jandir jr. em frente ao centro cultural do banco do brasil, logo após seu horário de trabalho no museu arte do rio. sentamos num dos bancos bem perto da pira olímpica. observamos uns policiais do exércitos, jovens como nós, andarem em dupla pra cima e pra baixo. quando a noite começou a chegar, iniciamos a gravação. quando a entrevista acabou, atravessamos a rio branco quase por inteira: da presidente vargas à cinelândia e, ao final, nos despedimos na augusto severo. a noite já estava forte, e observamos com calma e cuidado a cidade ao nosso redor. Continue reading »

pensamento / tradução

A Feitiçaria Capitalista – Minions

Minions – A Feitiçaria Capitalista

Tradução do 5º capítulo do livro de Isabelle Stengers e Philippe Pignarre, por Arthur Imbassahy

 

“Os minions parecem atingidos por uma proibição de pensar para o que estão trabalhando. Mas também é isso o que confere uma “criatividade infernal” ao seu trabalho: eles fazem pouco, mas são incansáveis em criar regulamentos, definições, palavras, maneiras e procedimentos que excluem o pensamento, que para eles é tão intolerável.”

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poesia

Alguns poemas

Alguns poemas

Por Gabriela Perigo

 

sem internet na cidade capital do sol. com chuva. há dias. organizar os pensamentos questão de v1d4 ou morte. sob risco. apalpar as urgências, mesmo criá-las novas e de novo. a cabeça debaixo d`água numa piscina azul que reluta aceitar a condição de bacia e transborda. as bordas. mais de 1 minuto debaixo dágua tentativa e erro. submersão abrutalhada respiração feita do parto escute – o som é iletrável – puxe o ar com força e susto-agora. impressão de nascer de novo sob o contorno de outras águas. Continue reading »

Conversa nº2: André Aranha
entrevista

Conversa nº2: André Aranha

Conversa nº2: André Aranha

 

no dia quatro de maio de 2017, no final da tarde, eu e arthur nos reunimos com andré em volta da mesa do centro acadêmico da primeira escola (é o que dizem) de desenho industrial da américa latina. conversamos sobre as possibilidades de experimentação gráfica e liberdade de organização traduzidas no Colaboratório, oficina que, durante alguns poucos anos na ESDI, tentou construir um espaço autogestionado de diálogo e criação, reativando um antigo e abandonado laboratório nas dependências da Escola. lá nos eram disponibilizados alguns interessantes equipamentos, como uma grande guilhotina, uma máquina de serigrafia, uma tipografia, etc. durante algum tempo, o Colaboratório foi um espaço de troca e de construção de outras possibilidades de produção.
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poesia / USINA impressa

epígrafe

epígrafe

Por Gabriel Gorini

 

quem de ferro fere o fogo quem
de quase fura o corpo qual
carícia em tempo firme
qual malícia escapa à
sorte seremos nós guerreiros
do apocalipse seremos
nós milícias do fim do
mundo seremos nós pagãos
adictos organismos febris
espíritos abandonados
seremos nós visão do amanhã
predispostos ao ocaso Continue reading »