Linguagem e computadores inteligentes: entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza
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Linguagem e computadores inteligentes: entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza

Linguagem e computadores inteligentes

entrevista com Clarisse Sieckenius de Souza

 

Os computadores, ao contrário das pessoas, não têm a capacidade de imaginar (ou de “antecipar”) coisas, mas apenas de “prevê-las”. A diferença entre previsão e antecipação aparece quando vemos que previsões são feitas com base em modelos estatísticos ou causais, por exemplo, enquanto que o que imaginamos ou “antecipamos”, vem, em sua maior parte, das nossas emoções (desejos e medos), intuições e ponto de observação da realidade, enriquecidos (embora não necessariamente) por probabilidades e causalidades que conhecemos. Ou seja, a nossa linguagem humana nos permite ‘inventar realidades’ e estabelecer, com a própria linguagem, regras e convenções para interpretá-las, reagir a elas, e usá-las. Computacionalmente, esta capacidade é, na melhor das hipóteses, muitíssimo limitada.
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Variações sobre o Matriarcado
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Variações sobre o Matriarcado

Variações sobre o Matriarcado

por André Aranha

 
Uma criança adentra, pé ante pé, o quarto onde sua mãe está a dar à luz; em meio à surdez dos gemidos, à cor berrante e o sangue, ela percebe, quiçá como primeira vez, que possui um umbigo.

Pois a criança refaz, mentalmente, da cicatriz em seu ventre, o cordão carnal, que um dia a ligou à carne duma primeira mulher, e a encheu daquele sangue que ora se multiplica em suas veias. Continue reading »