poesia

POEMAS PARA O NOSSO TEMPO VII

Oxum

Oxum é
velha
como a água,
velha
como a brisa.
Ela é a dona
do bronze.
A bela.
Ialodê de pele
muito lisa.
Água que desliza
sobre
o corpo
do doente
e o separa
da doença.
Barulho de ouro,
se ela dança.
Ora iê iê!
Anda devagar,
nada com vigor.
Mulher de Xangô.
Sua mão de mãe.
Seu leve fluir
de água.
Ipondá, mãe
de Logunedé.
Ela torna boa
a cabeça má.
Enfrenta o poderoso.
Oxum Apara. Água clara.
Onde a chamem, Oxum
responde em Ekiti Efon.
No fundo e na beira
do rio.
A que possui as penas
de periquito.
Mãe dos peixes.
Mãe dos pássaros.
Rio que não seca.
Que não seja
para mim
as penas
deste mundo.

Ricardo Aleixo


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