poesia

POEMAS PARA O NOSSO TEMPO IV

O BICHO

Rastreio a palavra para não cair do cavalo.
Não estou entre os que se refugiaram
em ítaca, curvelo ou tombuctu: há muito
a floresta de signos foi incendiada
e se abriu à escrita do corpo. O passado
está salvo, mas não salva a hora presente.
O bicho, Bandeira, quer dizer, o homem
que alimentou seu poema, ainda nutre
o meu com a sua fome. A poesia se repete
ou a mão que ajuda não cresce? Rastreio
para não trair a palavra do meu tempo.

Edimilson de Almeida Pereira


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