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em meio ao nevoeiro

setembro, 2015

em meio ao nevoeiro
as estrelas explodiam
no universo do meu peito
tua galáxia distante
se aproximava
na velocidade da luz
o tempo não existe
nem importa
o som ainda gritante
fala tanto quanto
o silêncio
eu poderia rodar o mundo
sem sair deste colchão
quadrado
esta caixa, um quarto
entre quatro paredes
já não sou o inferno
nem ninguém
olhar o relógio dói
é como não crer
em fantasmas
e ser assombrado
num único espelho
olhos de vidro
não há inferno
nem outro
desacredito,
mas não tive tempo
de explorar a geografia
dos corpos
duas forças da natureza
eu vulcão em erupção
outras estrelas explodem
dentro de mim
a luz apagada e outra
distante
mais perto que o sol
te permite ainda me ver
eu escutar mais baixo
tantos sons e silêncio
desacredito,
mas o tempo passa
e a vontade maior
depois do teu corpo
é embrulhar a noite
num pedaço de pano
e deixar-te partir