#13 Edição / poesia

pedra de rio

Tentei aparar com as mãos
o som da água nascente que corria
e vi sua trança cristalina
avançar no mundo
corrente e perseverante
a água seguia constante
o seu fluxo de vida

Nela somavam-se
pequenas pedras
pedaços de folhas
memórias de outras vidas
da fauna que pelo caminho aflora

Soltei as mãos sobre o colo
e nelas as gotas luziam
a presença do tempo passado
na lembrança úmida que elas continham

Amanda Flou, dezembro 2014.

 

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